Entendendo gerações

Os rótulos das gerações são associações inevitáveis da vida contemporânea. Esses termos tornaram-se uma abreviação para embasar comparações entre jovens e idosos. Até fontes governamentais como o Statistics Canada e o Bureau of Labor Statistics dos EUA usam rótulos geracionais para apresentar dados econômicos.


Entendendo rapidamente…

De onde vieram os rótulos das gerações que temos? Um pouco de história…

A teoria geracional foi criada pelo sociólogo alemão Karl Mannheim e o filósofo espanhol José Ortega y Gasset, que escreveram sobre gerações nas décadas de 1920 e 1930. Eles argumentaram que as gerações permitem identificar e nos conectar com outras pessoas que compartilham a mesma jornada através da história.

As pessoas mais jovens e mais velhas reagem de maneira diferente aos acontecimentos, dependendo de onde estamos em nosso próprio curso de vida e quando eles ocorrem. O 11 de setembro, por exemplo, teve impactos diferentes nas pessoas idosas e nos adolescentes, que tiveram que viver seus anos de formação na era pós 11 de setembro.


E como se organizaram as gerações?

Os rótulos geracionais que temos hoje surgiram no período pós-guerra, quando um aumento nas taxas de natalidade criou o tsunami demográfico conhecido como “baby boom”. 

No final da década de 1960, quando os “baby boomers” estavam no final da adolescência e no início da idade adulta (por volta de 20 anos), a antropóloga cultural Margaret Mead descreveu o “hiato de geração” entre a cultura jovem e a cultura estabelecida na época. Duas décadas depois, o romancista canadense Douglas Coupland capturou o mal-estar da geração pós-boomer em seu livro Generation X: Tales for a Accelerated Culture .

Os autores William Strauss e Neil Howe cunharam o termo geração do milênio para se referir à geração nascida a partir da década de 1980 em diante. No final dos anos 90, gerações e rótulos geracionais estavam firmemente incorporados à cultura popular: geração X, Y, Z e assim por diante.

Apareceram livros de negócios que procuravam associar os vários grupos geracionais às suas preferências de compra, uso de tecnologia, consumo de mídia e demanda de trabalho.


Simplificando, o mundo rotulou!

Os “baby boomers” são agrupados a uma caricatura de viciados em trabalho e egocêntricos; Geração X são rotulados como ” preguiçosos “; a geração do millenials é materialista e narcisista; e a geração Z é vista como frágil e hipersensível.


Agora, o que isso tem a ver com o nosso assunto…?

Nós, como pais e educadores, conseguimos ver rapidamente que os X são filhos de baby boomers, os Y são filhos de X, e assim sucessivamente. Ou seja, quais as características históricas e de criação foram relevantes na formação dessas gerações?

Por que os “baby boomers” são tão viciados em trabalho? Será que tem algo relacionado a punições e medos na infância? Por que chamam os X de “preguiçosos”? Será que tem a ver com autonomia ou não? Por quê?

É por isso que estamos com a “faca e o queijo nas mãos”. Nós, tendo consciência de tudo isso, podemos trabalhar para desenvolver e influenciar o modelo de geração que queremos formar para o futuro. Como será conhecida a geração dos nossos filhos? Já pensou que a geração dos nossos filhos está vivendo uma pandemia mundial? O que isso vai gerar? Quais características? Qual é o nosso planejamento? É possível mudar o mundo! Vamos?


Sobre Kate Amaral - @1manasoficial

 

Kate Amaral é educadora certificada em Disciplina Positiva. Sua jornada teve início com a maternidade, e todos os aprendizados que a acompanham. Antes dessa experiência, Kate atuou com RH em diversas companhias multinacionais. Hoje, dedica-se exclusivamente ao desenvolvimento de pessoas, famílias e empresas na Disciplina Positiva.