Kate Souza

Nossa Mulher Positiva é Kate Souza. Especialista em marketing de influência, desenvolvimento estratégico de casting e negócios na Creator Economy, ela acumula mais de 20 anos de experiência na criação de projetos inovadores de branded content. Sua trajetória é marcada pela capacidade de se adaptar a novos cenários e antecipar tendências na indústria.
Kate foi responsável por implantar a área comercial e de atendimento na Play9, um dos maiores ecossistemas digitais do país, onde estruturou um time de alta performance especializado em Creator Economy. A gestão humanizada, a escuta ativa e a promoção da equidade de gênero têm sido pilares centrais de seu trabalho, tanto no desenvolvimento de pessoas quanto na geração de resultados de negócios.
Na Play9, ela liderou projetos com influenciadores e figuras públicas, atuando também de forma criativa no desenvolvimento de novos formatos e iniciativas de conteúdo voltados a ampliar a conexão entre marcas e audiências.
Kate desenvolveu toda a estratégia comercial de grandes projetos, como os lançamentos dos canais de Galvão Bueno e Paola Carosella, além do projeto olímpico “Paris é Brasa”, em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o YouTube.
Ao longo de quatro anos na Play9, ela liderou mais de 3 mil campanhas com influenciadores, atendendo marcas como C6 Bank, iFood, Prime Video, Globo, Amazon, Eisenbahn, Samsung, Claro, entre muitas outras.

1. Como começou a sua carreira?

Minha trajetória começou muito cedo e isso moldou profundamente a profissional que me tornei. Trabalho desde os 14 anos, perdi o pai muito cedo e precisei sair de casa para trabalhar. Aos 16, tive minha primeira grande oportunidade na Editora Azul, onde atuei como assistente de redação da revista Fluir. Ali, ainda muito jovem, descobri o poder das histórias, do conteúdo e da comunicação como ferramenta de transformação.
Esse início foi fundamental para fortalecer ainda mais meu interesse pela profissão, conviver com profissionais que admiro e absorver aprendizados que moldaram minha formação. Sempre fui muito curiosa e tudo o que aprendi foi observando muito e me arriscando a fazer, sem medo de errar. Desde então, nunca mais me afastei do universo da comunicação, passando por diferentes áreas, plataformas e modelos de negócio, sempre com a mesma paixão pelo impacto que o conteúdo pode gerar.

2. Como é formatado o modelo de negócios da MField?

A MField opera como um ecossistema completo de conteúdo e influência, combinando inteligência estratégica, leitura profunda de dados, criatividade e curadoria de talentos. Nosso modelo de negócios se baseia em três pilares:
Conteúdo com propósito, construído para gerar resultados reais para marcas e creators;
Dados como norte, permitindo decisões mais assertivas, desde a seleção de talentos até a mensuração de performance;
Criatividade aplicada, convertendo tendências culturais em projetos relevantes, escaláveis e conectados com a comunidade.
Somos um hub que integra marcas, creators e audiências de forma estruturada, priorizando eficiência, inovação e autenticidade.

3. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

Assim como para tantos profissionais, o início da pandemia foi um teste intenso. Diante deste novo cenário que iniciou repentinamente, tivemos que reinventar processos, acelerar a digitalização, construir novas dinâmicas de trabalho e manter as equipes emocionalmente amparadas em um novo panorama completamente desconhecido. Foi um período de muita resiliência e adaptação.
Também tive experiências marcantes em gestão de crises, sendo algumas realmente complexas, que exigiram muita calma, transparência e tomada de decisão rápida. Esses momentos, embora difíceis, moldaram minha liderança e me tornaram uma profissional mais consistente, preparada e consciente do impacto que as decisões bem tomadas têm sobre equipes e negócios.

4. Como você consegue equilibrar sua vida pessoal e a vida corporativa?

Equilibrar as duas frentes é um exercício diário, além de um compromisso que levo muito a sério no meu dia a dia. Priorizar a saúde física e mental é essencial para sustentar um ritmo de performance, por isso, reservo tempo para nadar, praticar esportes e agora estou aprendendo tênis, uma nova forma de desafiar meu corpo e minha mente.
Acima de tudo, faço questão de estar presente na vida dos meus filhos. Ter momentos de qualidade com eles é o que realmente me recarrega e me mantém conectada ao que é essencial. Acredito profundamente que equilíbrio não é sobre tempo, mas sobre intenção, e levo isso para todas as minhas escolhas.

5. Qual é o seu maior sonho?

Hoje, com a minha chegada à MField, posso dizer que meu grande sonho está ligado ao profissional, que é contribuir para um projeto que tem enorme potencial de impacto. Quero ajudar a construir cases relevantes, fortalecer o mercado de influência no Brasil e ampliar as possibilidades para marcas e creators.
Mais do que metas, desejo que nosso trabalho gere transformação: para o mercado, para a comunidade criativa e para as pessoas que fazem parte desse ecossistema.

6. Qual é a sua maior conquista?

Tenho muitos cases que guardo com carinho, mas alguns marcaram minha trajetória de forma especial. Entre eles, destaco o trabalho de reposicionamento do Porta dos Fundos no mercado anunciante, que nos permitiu construir projetos ousados, como a ação com a GSK e o Dr. Drauzio Varella para a conscientização sobre o herpes zoster, um conteúdo de altíssima relevância social e um sucesso em resultados.
Também carrego muito orgulho do período em que estruturei toda a operação comercial, de atendimento e de talentos da Play9. Foram anos intensos e transformadores, que culminaram em um dos maiores cases da minha carreira: o “Paris é Brasa”, a primeira cobertura olímpica conduzida por influenciadores, em parceria com o COB e o YouTube. Foi um projeto que reuniu criatividade, estratégia, operação de grande complexidade e, principalmente, visão de futuro — com todas as cotas comerciais vendidas e enorme impacto cultural. É o tipo de trabalho que reafirma o porquê de eu ter escolhido estar nesse mercado.