Nossa Mulher Positiva é a jornalista, radialista, cantora e fundadora dos Trovadores
Urbanos, Maida Novaes, uma das vozes mais afetuosas da cultura brasileira. Criadora
da campanha #EspalheAfeto, ela transforma música em gesto, serenata em ponte e
encontros em experiências de amor e empatia. Sua trajetória inspira e reforça a
importância de cultivar a ternura e a escuta em tempos de pressa e desconexão.
Minha carreira começou ainda na infância. Sou de uma família com oito irmãos. Todos cantavam e minha mãe era cantora de rádio. Cresci cercada de música, piano, piscina, igreja e muita liberdade para brincar na rua. Tive uma infância linda na pequena Avaré (SP).
Aos 17 anos, fui para São Paulo, onde estudei Rádio e TV e Jornalismo. Aos 27, tornei-me chefe de redação da antiga Rádio Excelsior, mas não aguentei a pressão e pedi demissão.
Logo após isso, fui para o Morro de São Paulo e, lá, tive a inspiração de criar um grupo de serenata em São Paulo. Assim, em 1990, nasceu o Trovadores Urbanos, dando início a uma jornada de amor e música que já dura 35 anos.
São 35 anos de trajetória e, hoje, o grupo se sustenta por meio de serenatas encomendadas, projetos culturais, eventos corporativos e ações do Instituto Trovadores Urbanos, que levam música e afeto a diferentes públicos e comunidades.
O momento mais difícil foi, sem dúvida, a pandemia, que paralisou o mundo e nos afastou do que mais amamos fazer: cantar e estar perto das pessoas.
Sem dúvida, os Trovadores Urbanos, 35 anos de muitas histórias, canções e encontros inesquecíveis.
E, claro, meus filhos, Lara e João, que são parte essencial da minha vida e da minha inspiração.
Com disciplina. Tento aproveitar ao máximo minha energia e disposição. Faço exercícios físicos, me alimento bem, faço terapia, massagem, ando de bicicleta pela cidade e converso com muitas mulheres.
Convivo com minha família e, principalmente, reservo tempo para ser amorosa com o mundo, espalhando afeto por onde passo.
Tenho 62 anos e ainda uma lista cheia de sonhos. Entre eles: fazer intercâmbio (em fevereiro vou para a Inglaterra, onde ficarei um mês em casa de família estudando inglês); andar de bicicleta pelo mundo (em 2026 quero ir para a Turquia); conhecer o Japão, a China e a Coreia do Sul; e escrever um livro sobre jantares afetivos (projeto para 2026).
Também quero ter mais tempo para “ficar de papo pro ar” e continuar realizando projetos afetivos através do Instituto Trovadores Urbanos, ajudando a tornar o mundo um lugar mais gentil.
Livro: O Perigo de Estar Lúcida, de Rosa Montero
Filme: Central do Brasil
Mulher que admiro: Bruna Caram