Neste episódio do quadro Mulheres Positivas, no Fala Brasil, a Fabi Saad conversa com Alice Freitas, empreendedora social e fundadora da Rede Asta, uma organização que há cerca de 20 anos ajuda mulheres em situação de vulnerabilidade a transformarem o trabalho manual e o artesanato em geração de renda sustentável.
A trajetória de Alice mostra como resíduos descartados (como cápsulas de café usadas e jornais) podem transformar-se em arte e produtos de valor, impulsionando milhares de nano empreendedoras pelo país.
A Inspiração no Exterior: Formada em Relações Internacionais e Direito, Alice realizou uma viagem por países como Índia, Bangladesh, Tailândia e Vietnã para conhecer projetos sociais. Apaixonada pelo conceito de emancipação feminina por meio da renda, ela voltou ao Brasil decidida a apoiar mulheres vulneráveis.
Mãos que Produzem (As Nano empreendedoras): Ao analisar o cenário brasileiro, Alice percebeu que as maiores nano empreendedoras do país são costureiras, artesãs e cozinheiras — mulheres que já possuem um talento manual e precisam apenas de suporte para transformar a habilidade em negócio.
A Virada e o Modelo de Negócio: No início, trabalhando com um grupo de mulheres que faziam arte em jornal numa cooperativa de recicláveis no Rio de Janeiro, Alice e a sua sócia enfrentaram graves dificuldades financeiras. O ponto de virada ocorreu por acaso, quando entregaram uma bolsa de produtos a uma vendedora de catálogos para testar as vendas. Ao verem os produtos esgotados em uma semana, criaram a primeira rede de venda direta de produtos artesanais do Brasil.
Impacto em Escala: A Rede Asta já impactou mais de 30.000 mulheres em 240 cidades do Brasil, estruturando redes de apoio para artesãs e produtoras manuais.
Os Três Acessos Fundamentais para Empreender:
Conhecimento: Alice criou uma escola de negócios voltada especificamente para artesãs aprenderem a gerir o seu próprio trabalho.
Rede de Apoio: Ninguém faz nada sozinho. As mulheres precisam de uma comunidade para não acumularem sozinhas a gestão do lar, da família e do negócio.
Acesso ao Mercado: Pontos de venda físicos (como lojas colaborativas e quiosques solidários) e presença digital no Instagram para garantir o escoamento dos produtos.
Encontre a sua paixão: Trabalhe com algo que você verdadeiramente ame fazer.
Busque conhecimento constante: Apenas saber fazer a peça ou o produto não basta; busque entender de gestão na internet, em cursos ou com ferramentas tecnológicas como a Inteligência Artificial.
Seja razoável e tenha foco: Não tente fazer tudo de uma vez só. Dê um passo de cada vez e foque no que realmente vai trazer resultado no seu ritmo.
Quer descobrir como o artesanato sustentável e a economia circular podem transformar vidas e gerar empreendedorismo de impacto?
Assista a este episódio inspirador e veja o poder do trabalho colaborativo!