Entrevista com Adriana Venturini
Neste episódio do Mulheres Positivas, Fabi Saad recebe a Dra. Adriana Venturini, Procuradora-Geral Federal. Com uma carreira construída inteiramente dentro da Advocacia-Geral da União (AGU), Adriana compartilha sua trajetória desde os 21 anos no serviço público e como sua percepção sobre as desigualdades de gênero evoluiu ao se tornar mãe. Hoje, ela lidera uma revolução institucional, ocupando cargos estratégicos com mulheres e implementando políticas rigorosas de proteção e inclusão.
O programa destaca as medidas concretas tomadas na Procuradoria-Geral Federal (PGF) para combater o assédio sexual, a violência política e garantir que a inteligência artificial do governo seja pensada sob uma perspectiva feminina e ética.
Destaques da Entrevista:
Trajetória e Consciência de Gênero: Adriana relata que, no início de sua carreira, não tinha consciência das barreiras de gênero, mas sentiu o impacto ao se tornar mãe, sendo colocada em uma “segunda divisão” profissional. Foi através do olhar de suas filhas que ela percebeu que poderia aspirar aos cargos mais altos da República.
Combate Rigoroso ao Assédio: A PGF implementou uma política de tolerância zero ao assédio sexual, com pena de demissão imediata. Adriana destaca o trabalho em universidades federais, onde o assédio muitas vezes é mascarado por hierarquias acadêmicas, e como a capacitação de milhares de servidores está mudando essa cultura.
Inovação no Direito e Linguagem: Uma das mudanças “silenciosas” mas potentes foi a flexão de gênero em documentos oficiais e crachás. Adriana explica que a linguagem no masculino reforça a exclusão das mulheres em espaços de decisão, e hoje a PGF adota o feminino para cargos ocupados por mulheres.
Regra “Aplique ou Explique”: Inspirada em práticas da bolsa de valores (B3), a PGF adotou uma regra onde os gestores devem justificar formalmente por que não escolheram uma mulher capacitada para cargos de liderança. O resultado foi um recorde: 78% dos cargos de confiança sob sua gestão direta são ocupados por mulheres.
Mulheres na Tecnologia e IA: Adriana enfatiza a importância de mulheres chefiarem áreas de ciência e inovação para evitar vieses masculinos e violentos nos algoritmos que decidirão o futuro da sociedade. Na PGF, 100% dessas áreas são lideradas por mulheres.
Expectativa no STF e AGU: Em meio ao cenário político de indicações para o Supremo Tribunal Federal, Adriana comenta a importância de ter mulheres qualificadas em cargos jurídicos de alto escalão e a esperança de continuidade de uma gestão humanizada na AGU.
Quer saber como a tecnologia de monitoramento eletrônico está notificando mulheres sobre a aproximação de agressores e por que Adriana defende que o algoritmo do futuro precisa ter DNA feminino?
Assista à entrevista completa e inspire-se com a força da Procuradora-Geral que está transformando o Direito brasileiro!