Tatianna Oliva - Mulheres Positivas

Nossa Mulher Positiva é Tatianna Oliva, fundadora da Cross Networking e especialista em conexões estratégicas entre marcas. Tatianna compartilha sua trajetória no desenvolvimento de parcerias e experiências que conectam marcas a pessoas, destacando a importância de entender o comportamento do consumidor para gerar relevância. Diante das transformações do mercado, ela reforça a necessidade de adaptação constante e de um olhar atento às mudanças no estilo de vida e no consumo.

1. Como começou a sua carreira?

Minha carreira começou com vendas e acredito que tudo o que dá certo passa por isso. Cresci vendo meu pai, que era comerciante de arte, entender profundamente as pessoas antes de vender qualquer coisa; isso me formou. Comecei trabalhando em lojas, fazendo freelances, e rapidamente percebi que vender era algo natural para mim. Depois, fui para o Banco de Eventos, onde tive meu primeiro contato com parcerias. Ali, acabei estruturando e desenvolvendo essa área dentro da empresa. Foi quando entendi que meu caminho era este: transformar relações em parcerias que geram negócios.

2. Como é formatado o modelo de negócios da Cross Networking?

A Cross Networking fundamenta-se em um modelo de construção de negócios a partir de conexões. Não é sobre mídia ou exposição; é sobre relevância, resultado e geração de valor real. Estruturamos parcerias estratégicas entre marcas com um olhar de negócio muito claro. Partimos do princípio de que ninguém constrói nada sozinho. Quando você conecta marcas, interesses e públicos de forma inteligente, potencializa resultados para todos os lados. No fim, o que fazemos é transformar conexão em negócio.

3. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

O momento mais desafiador foi sair de uma estrutura sólida, como o Banco de Eventos, para empreender em um negócio que eu mesma idealizei. Empreender é construir tudo do zero: modelo, estrutura, equipe, produto, preço e metas. Não existe fórmula pronta, e isso exige muita clareza e responsabilidade nas decisões. O que me manteve firme foi a convicção de que precisava dar certo. Eu não trabalhava com a possibilidade de erro; eu fazia dar certo.

4. Como você consegue equilibrar sua vida pessoal e a vida corporativa?

Vejo mais como integração do que como equilíbrio. Existem momentos em que o trabalho exige mais de mim e outros em que minha vida pessoal — principalmente minha família — precisa ser a prioridade. O importante é estar presente de verdade em cada um desses espaços. Minha família é meu ponto de sustentação; é o que me dá direção, energia e propósito para tudo o que construo.

5. Qual é o seu maior sonho?

Acredito em um mundo mais parceiro. Quando entendemos que não é apenas sobre nós, mas também sobre o outro, o negócio não só se torna mais potente, como ganha significado. É assim que alcançamos resultados melhores e caminhamos na direção do mundo que queremos ver: um lugar mais colaborativo e consciente.

6. Qual é a sua maior conquista?

Minha maior conquista foi ter criado um modelo de negócio pioneiro, que hoje influencia a forma como muitas marcas pensam suas parcerias. Além disso, é olhar para a minha trajetória e ver a quantidade de relações verdadeiras construídas ao longo do caminho; são essas conexões que sustentam tudo. E, acima de qualquer conquista profissional, vem a minha base: minha família e minhas filhas. São elas que dão sentido e direção a tudo o que faço.

7. Indicações: Livro, filme e uma mulher que admira.

Livro: The Creative Act: A Way of Being, de Rick Rubin. Ele traz uma visão muito profunda sobre criação, intuição e construção com propósito.
Filme: Lost in Translation (Encontros e Desencontros). Pela sensibilidade em retratar a conexão, o tempo e a percepção de mundo.
Mulher que admiro: Delfina Delettrez Fendi. Pela forma como constrói algo autoral, com identidade forte, sem perder a consistência de negócio.