Nossa Mulher Positiva é Brenda Maia, CEO da Eagle Agência, empresa do setor de live marketing, que conquistou há dois anos a certificação internacional "Woman-Owned Business pela WEConnect International, tornando-se uma das 200 empresas na América Latina com essa distinção. E também é CEO da Fly High, operação voltada à integração de viagens corporativas, experiências, incentivos e logística de eventos em uma única estrutura de atendimento.
Brenda Maia tem mais de 25 anos de atuação nos mercados de trade marketing, tecnologia e eventos. Sua trajetória combina visão de negócios, tecnologia, gestão de pessoas e inovação aplicada à construção de experiências para grandes marcas. Em 2020, em plena pandemia, ela fundou a agência, após trajetória como executiva em grandes empresas como Cielo e Santander.
Hoje a Eagle soma mais de 20 prêmios e mais de 1.600 projetos realizados para marcas de diferentes segmentos como Livelo, ELO, Cielo, Americanas, Claro, Embratel, Warner Bros., Qualicorp, Getnet, Sem Parar, Roadcard, entre outras.
Por Brenda Maia, CEO Eagle Agência e. CEO e Co-Founder FlyHigh
Ainda pequena, perguntei à minha mãe qual profissão tinha futuro. Ela respondeu: “Computador, filha”. Eu nem sabia exatamente o que era aquilo, mas guardei a palavra. Mais tarde, fui estudar computação e tecnologia, área em que iniciei minha trajetória profissional.
Ao longo da carreira, trabalhei em grandes empresas, como Santander e Cielo. Fui para a Cielo com a missão de formar a área de CRM. Depois, migrei para trade marketing e eventos. Foi nesse percurso que uni tecnologia, conhecimento do consumidor, estratégia e experiência de marca.
Na Cielo, também entendi que um bom evento precisa ir além de uma entrega bonita. Ele deve gerar resultado para o negócio. Meu primeiro evento foi um coffee break com relacionamento para clientes, e cuidei daquele café como se estivesse produzindo uma grande convenção.
Em 2020, durante a pandemia, fundei a Eagle. Quando decidi empreender, não tinha um time e era praticamente uma “eugência”. Com um notebook, cuidava pessoalmente de todas as etapas dos projetos. Eu sabia fazer as entregas, mas ainda precisava construir uma estrutura, formar uma equipe e transformar aquele trabalho individual em uma agência completa.
Hoje, seis anos depois, a Eagle soma mais de 20 prêmios e mais de 1.600 projetos realizados para grandes marcas como Livelo, Elo, Cielo, Americanas, Claro, Embratel, Warner Bros., Qualicorp, Getnet, Sem Parar e Roadcard.
Em 2026, dei mais um passo na minha trajetória empreendedora ao cofundar a FlyHigh, especializada em viagens de incentivo e experiências corporativas.
A Eagle é uma agência de Live Marketing, que leva experiências para as marcas e pessoas e atua de forma estratégica e integrada. Desenvolvemos eventos corporativos, ativações, convenções e ações de relacionamento para grandes marcas. Participamos de todo o processo, da concepção e do planejamento à produção e à entrega.
Nosso modelo de negócios valoriza relações de longo prazo. Procuramos compreender os objetivos e estratégia de negócio de cada cliente para criar experiências que tenham relevância, conteúdo e impacto. A tecnologia também faz parte dessa estrutura. Investimos em inteligência artificial, integração de sistemas e capacitação do time para tornar os processos mais eficientes e ampliar nossa capacidade criativa.
A FlyHigh nasceu como um negócio complementar, dedicado às viagens de incentivo e à criação de experiências corporativas capazes de reconhecer, engajar e conectar pessoas, gerando maior integração, agilidade e menor custo.
O momento mais difícil foi o início da Eagle. Quando comecei, não tinha um time e era praticamente uma “eugência”. Fazia todas as etapas dos projetos e acumulava as funções de atendimento, planejamento, produção e gestão, a única parte que não fazia era a criação.
Além de entregar os trabalhos, precisei aprender a estruturar uma empresa, formar uma equipe, delegar e construir processos. Esse desafio se tornou ainda maior porque a Eagle nasceu em 2020, durante a pandemia, quando o mercado de eventos praticamente parou.
Foi um período de muita incerteza, mas também de coragem e aprendizado. Aos poucos, deixamos de ser uma “eugência” e nos tornamos uma agência completa, com profissionais de diferentes áreas e uma cultura baseada na colaboração. É daí que vem o princípio que nos orienta: “Asa aberta e ninguém sozinho”.
Não acredito em um equilíbrio perfeito e permanente. Existem momentos em que o trabalho exige mais e outros em que a vida pessoal precisa ocupar o primeiro lugar. O que procuro fazer é estar verdadeiramente presente em cada situação.
Também aprendi que ninguém constrói nada sozinho. Ter uma rede de apoio, confiar nas pessoas e formar lideranças dentro das empresas são atitudes fundamentais. Delegar significa permitir que outras pessoas cresçam e assumam responsabilidades. Esse aprendizado tornou minha vida profissional mais sustentável e melhorou também a qualidade das minhas relações pessoais.
Não tenho apenas um sonho. Tenho vários. Na vida pessoal, quero que meus filhos possam realizar os próprios sonhos, sempre com saúde.
Na área profissional, sonho em construir empresas sólidas, inovadoras e admiradas, que cresçam sem perder sua essência. Quero que a Eagle e a FlyHigh e mais uma que está a caminho deixem um legado para o mercado e, principalmente, para as pessoas que fazem parte dessa trajetória.
Quero criar ambientes nos quais os profissionais tenham espaço para aprender, compartilhar conhecimento, experimentar e desenvolver suas próprias histórias. Crescer é importante, mas crescer com propósito, consistência e cuidado com as pessoas é o que realmente faz sentido para mim.
Minha maior conquista é olhar para tudo o que construímos e perceber que tivemos coragem para empreender, crescer e abrir novas frentes, mesmo diante de cenários desafiadores.
Na Eagle, já realizamos mais de 1.600 projetos, conquistamos mais de 20 prêmios e trabalhamos com algumas das maiores marcas do país. Também recebemos a certificação internacional Woman-Owned Business, concedida pela WEConnect International, e passamos a integrar um grupo de cerca de 200 empresas latino-americanas reconhecidas pela organização. Em 2026, ampliei essa trajetória ao cofundar a FlyHigh.
Mas os números e os novos negócios só existem porque há pessoas comprometidas por trás deles. Por isso, considero a cultura que construímos e o crescimento dos profissionais que caminham conosco as maiores conquistas da minha carreira.
Não tenho um único livro preferido. Sou bastante eclética. Gosto de entender um pouco de tudo, até porque no meu trabalho eu tenho clientes de vários segmentos e isso me ajuda na definição e sugestões de projetos.
Na verdade, não tem um filme, tem vários que são produções da Disney, pois amo a Disney e toda a excelência em experiência que eles proporcionam ao seu público, que é o que busco para meus clientes.
A mulher que admiro é minha mãe, que com todas as dificuldades que passamos na infância, ela dona de casa, nunca deixou de incentivar eu e meus irmãos a estudar e nunca depender de ninguém.