Camila Serrano Costa - Mulheres Positivas

Camila Serrano Costa

Nossa Mulher Positiva é Camila Serrano Costa, nutricionista esportiva, já foi atriz e acaba de sair de uma jornada empreendedora. Camila nos conta como iniciou sua carreira e como foi a transição de uma área para outra, além de compartilhar o que quer agora para o futuro, visto que acabou de encerrar sua primeira jornada empreendedora e está se permitindo uma fase sabática. No meio de tudo isso ela ainda é mãe e mora sozinha.

1. Como começou a sua carreira?

Eu fiz teatro dos meus 12 aos 22 anos! Fiz muitos cursos, como Macunaíma, Wolf Maya e até a faculdade de artes cênicas, mas nessa, não me formei. A mudança e descoberta para nutrição aconteceu aos meus 25 anos depois que tive a Annalu, minha filha que hoje tem 10 anos. A vontade de cuidar da alimentação dela e da minha me despertaram o interesse pela nutrição e eu mergulhei de cabeça! Me formei, fiz pós graduação em nutrição esportiva e estética, fiz especialização em nutrição para alta performance, fui estagiária no futebol feminino do Corinthians por alguns meses e fui nutricionista da seleção brasileira de rugby, conciliando com atendimentos em consultório para atletas e público em geral. E foi nas consultas que senti a necessidade do serviço de comida congelada pela praticidade, porém sem o gosto de comida congelada pois essa era a grande reclamação dos pacientes em geral.

2. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

Agora, rsrs! Atendi em consultório até o final de 2024 e a partir de 2025 fiquei só com minha empresa de marmitas apostando todas as fichas e investindo todas as economias, porém a empresa precisaria de mais tempo para dar lucros e o tempo estava custando dinheiro. Então o encerramento se fez necessário e agora está sendo aquele momento em que a gente para um pouco de remar para ver se a direção do barco ainda condiz com o que a gente quer e com o que está ao nosso alcance.
Tenho fé na vida e no que ela tem pra mim. Esse tempo que estou me dando será bom para me abrir pro novo e escolher com clareza o meu novo rumo. Agora estou bem, mas não foi nada fácil ver um sonho em que eu acreditei tanto e que tinha tantas chances de dar certo, ter que ser interrompido por questões financeiras e outras questões que fugiam do meu controle.

3. Como você consegue equilibrar sua vida pessoal x vida corporativa/empreendedora?

Eu aprendi a ser disciplinada! Isso foi a grande chave para dar conta de tudo além de, claro, poder contar com uma rede de apoio. Eu faço guarda compartilhada com o pai da minha filha, e isso permite que eu consiga ter horários livres para poder trabalhar e fazer a minha rotina. Teve uma época que eu atendia em consultório, ia para a minha empresa e cuidava da minha filha, casa e de mim, pois não abri mão de treinar! Mas isso só foi possível graças à minha rede de apoio (que inclui não só o pai da Annalu mas também à avó paterna, avó materna e ao meu pai que sempre me ajudou e me apoiou financeiramente sempre que precisei), graças à compreensão das clínicas em que eu atendia pois muitas vezes, quando tinha consulta e eu estava com a Annalu, eu levava ela para a clínica e podia contar com outros profissionais incríveis que distraíam ela enquanto eu fazia 2 ou 3 atendimentos, e graças à flexibilidade de horários que o empreendedorismo te dá. É óbvio, que para conciliar tudo isso, eu aprendi a ter uma boa gestão de tempo e muita disciplina.

4. Qual seu maior sonho?

Eu tenho um sonho que foge de tudo que já fiz rsrs. Eu gosto muito de escrever todas as reflexões que tenho da vida, amo filosofia e amo estudar sobre o ser humano. Tenho o sonho de escrever um livro sobre isso um dia!

5. Qual sua maior conquista?

Ser uma boa mãe! Porque é muito difícil! Ser um ser humano que sabe que não sabe de tudo e que compartilha com o filho suas vulnerabilidades e seus erros já é um grande começo para ser um bom exemplo. Tirar a ideia de que os pais não erram permite que seu filho te enxergue como ser humano e não como um ser superior à ele e inalcançável. E por mais que eu me desdobre e faça tudo para sempre aprender a ser melhor e ser coerente com o meu discurso, eu deixo bem claro que eu também vou errar e vou aprender. Essa troca sincera permite que o amor venha sem obrigação e condição. E eu acho essa a forma mais autêntica de amor. Isso é uma conquista!

6. Livro, filme e mulher que admira

Eu amo “A paixão segundo G.H.” da Clarice, mas tem um livro que acho necessário sobre empatia que é “O avesso da pele” de Jeferson Tenório.
Amo filmes clássicos e difíceis rsrs mas tem um que descreve a vida como ela é e é lindo por isso, se chama “A vida em si”.
E uma mulher que admiro é a avó dos meus irmãos, a Shirley, mulher guerreira e forte que merecia uma vida mais leve.