Juliana Pippi - Mulheres Positivas

Juliana Pippi

Nossa Mulher Positiva é a arquiteta, designer e diretora criativa Juliana Pippi. À frente do escritório fundado em Florianópolis, ela expandiu sua atuação para o design de produtos e direção criativa para a indústria. Em 2026, venceu o iF Design Award na categoria iluminação e apresentará na Semana de Design de Milão a coleção de cortinas LINEA, desenvolvida em parceria com a Unilux. Nesta conversa, Juliana fala sobre carreira, empreendedorismo e criatividade.

1. Como começou a sua carreira?

Comecei trabalhando na casa que morava com minha mãe, ainda no primeiro ano da universidade. Naquele momento, 30 anos atrás, era o começo do conceito de Home Office, eu tinha apenas 19 anos e já era uma empreendedora, já tinha meu próprio número comercial e um fax, que para a época era algo super tecnológico. Ali na verdade não nascia uma arquitetura, sem eu mesma perceber nascia uma empreendedora. 

2. Como é formatado o modelo de negócios da escritório?

Hoje tenho três formatos de negócios dentro do guarda-chuva da minha marca principal PIPPI. Tenho um escritório de arquitetura que tem uma sede própria em Florianópolis há muitos anos, ali tenho uma equipe extremamente qualificada que trabalha também com minha equipe online mundo afora. Hoje nosso formato é híbrido. Já em São Paulo exploro meu lado mais criativo ao mesmo tempo paradoxalmente meu lado mais business, com a Casa Ateliê, um apartamento onde desenvolvo minhas coleções autorias e tenho algumas expostas, ao mesmo tempo um hub de cultura, arte onde além das reuniões com marcas, indústrias e clientes faço saraus e fomento cultura. A terceira vertente do meu trabalho é a consultoria, há 7 anos presto consultorias para marcas muito potentes no mercado como diretoria criativa, mas com o trabalho voltado para a estratégia dos lançamentos de produtos, novos nomes do mercado e matérias, com um olhar muito particular para o feito à mão brasileiro dentro das nossas indústrias.

3. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

O momento mais difícil da minha carreira foi definir para onde eu iria expandir meus negócios. O momento de crescer, de mudar, de criar o novo e de lidar com todo o movimento que isso gera.
Uma vez, um cliente muito bem-sucedido me disse: “Ju, crescer dói.” Guardei essa frase comigo e sempre me lembro dela em momentos-chave da minha carreira.

4. Como você consegue equilibrar sua vida pessoal x vida corporativa?

A pergunta que vale ouro é: como equilibrar tudo quando você escolhe trabalhar com o que ama? Acho que a maturidade nos traz uma certa resposta: tempo. Administrar bem o tempo com aquilo que realmente importa, seja na vida pessoal ou profissional.
eu lado profissional muitas vezes se sobrepõe ao pessoal, pois sou realmente apaixonada pelo que faço. Mas hoje minha agenda é bem mais equilibrada. Marco para mim mesma tudo o que diz respeito à vida pessoal e organizo por cores — assim consigo visualizar melhor o “peso” de cada área na agenda e buscar equilíbrio.
Uma coisa que descobri recentemente é que não fazer nada também pode garantir fazer algo incrível quando se fala em criatividade. “Dar espaço ao acaso” virou meu novo movimento.

5. Qual seu maior sonho?

Acho que não tenho apenas um. Sou curiosa, entusiasta da vida e das pessoas. Gosto de conhecer lugares novos, grandes ou pequenos, não importa. O que realmente me interessa são as histórias e os mundos que cada lugar revela. Acho que meu sonho é continuar vivendo a vida que escolhi.

6. Qual sua maior conquista?

Tempo. Sem dúvida equilibrar meu tempo hoje é minha principal conquista. 

7. Livro, filme e mulher que admira

Livro : Amo biografias _ Steve Jobs já li e reli .
Filme: Um sonho de liberdade 
Mulher que admiro: Hilma af Klint