Daniela Cantinelli - Mulheres Positivas

Daniela Cantinelli

Nossa Mulher Positiva é Daniela Cantinelli, Diretora de Parcerias B2B do Alicerce Educação. Daniela nos conta que sua carreira começou a partir do desejo de criar conexões que gerassem valor e afirma que encontrou na educação o espaço ideal para unir estratégia, desenvolvimento de parcerias e impacto social.

1. Como começou a sua carreira?

Minha carreira começou do meu desejo de criar conexões que realmente gerassem valor. Sempre me senti à vontade em ambientes onde estratégia, relacionamento e transformação acontecem ao mesmo tempo. Com o tempo, fui me aproximando de negócios com propósito e percebi que a educação era o lugar onde eu poderia contribuir de verdade.
Abri uma escola, toquei o negócio de perto por anos e, depois, segui para o Alicerce Educação, onde estou até hoje. Foi aí que tudo começou a fazer ainda mais sentido: juntar desenvolvimento de parcerias, visão de negócio e impacto social em uma mesma trajetória.

2. Como é formatado o modelo de negócios do Alicerce Educação?

O Alicerce tem um modelo muito interessante porque consegue juntar impacto social com escala. A empresa trabalha na base da educação, atendendo crianças, jovens e adultos com uma metodologia bem estruturada, acompanhamento próximo e uso de dados para orientar a evolução da aprendizagem.
Ao mesmo tempo, existe uma área forte de parcerias com empresas e organizações, o que amplia o alcance e garante a sustentabilidade do negócio. Por isso, eu diria que é um modelo que une propósito e eficiência: gera valor educacional, promove impacto social e oferece soluções que se adaptam a diferentes contextos e públicos.

3. Qual foi o momento mais difícil da sua carreira?

Acho que os momentos mais desafiadores da minha carreira foram aqueles em que precisei sustentar convicções de longo prazo em cenários muito imediatistas. Quando você trabalha com educação, especialmente no Brasil, acaba enxergando de perto desigualdades muito profundas. E nem sempre é simples mostrar para todos os envolvidos que investir na base educacional não é algo secundário, é estrutural.
O mais difícil, talvez, seja justamente isso: continuar defendendo uma agenda transformadora mesmo quando os resultados mais importantes não cabem na pressa do curto prazo. Mas, ao mesmo tempo, é isso que faz o trabalho ter tanto significado

4. Como você consegue equilibrar sua vida pessoal x vida corporativa/empreendedora?

Eu enxergo equilíbrio muito mais como uma construção do que como um estado perfeito. Não existe uma fórmula em que tudo fica sempre alinhado. O que existe é clareza de prioridades, presença e a capacidade de fazer escolhas conscientes.

A vida profissional exige bastante, especialmente em posições de liderança, mas a vida pessoal também precisa de espaço, cuidado e intenção. Com o tempo, fui aprendendo a valorizar mais a qualidade do tempo do que a quantidade, a delegar melhor e a entender que equilíbrio não é dar conta de tudo ao mesmo tempo, é saber o que realmente precisa de você em cada momento. 

5. Qual seu maior sonho?

Meu maior sonho é ver a educação ocupar, de fato, o lugar central que ela merece no desenvolvimento do país. Sonho com um Brasil em que a origem de alguém não determine o tamanho das oportunidades que essa pessoa vai ter na vida.
No lado mais pessoal, quero continuar contribuindo para aproximar o setor privado, o impacto social e a educação, ajudando a transformar intenção em ação concreta. Porque, no fim, sonho bom mesmo é aquele que sai do discurso e vira acesso, oportunidade e futuro.

6. Qual sua maior conquista?

A minha maior conquista é poder trabalhar com algo que conecta propósito e resultado. É muito especial olhar para a própria trajetória e perceber que o trabalho vai além de metas e entregas, ele realmente contribui para transformar realidades.
Também considero uma grande conquista participar da construção de parcerias e iniciativas que geram impacto concreto na vida das pessoas. Para mim, sucesso não é só crescimento profissional; é fazer esse crescimento acontecer junto com relevância, coerência e impacto.

7. Livro, filme e mulher que admira

Livro: Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire. Porque fala de educação como prática de liberdade, consciência e transformação e isso conversa muito com quem acredita no poder da aprendizagem para mudar trajetórias.
Filme: Estrelas Além do Tempo. Porque é uma história sobre talento, competência, coragem e quebra de barreiras. É um filme que fala sobre excelência, mas também sobre acesso, reconhecimento e estrutura.
Mulher que admira: Malala Yousafzai. Pela coragem, pela clareza de propósito e pela forma como transformou sua própria história em uma causa global em defesa da educação.

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Ut elit tellus, luctus nec ullamcorper mattis, pulvinar dapibus leo.