Nossa Mulher Positiva é Izabela Moreira, idealizadora do movimento Fênix Inabalável. Sua história atravessa limites extremos da dor e da sobrevivência: durante a gestação de suas filhas gêmeas, Maria Liz e Maria Isis, enfrentou uma gravidez de alto risco marcada pela síndrome da transfusão feto-fetal (STFF), passou por cinco cirurgias intra uterinas na tentativa de salvá-las, além de oito entubações e cinco choques anafiláticos que colocaram sua própria vida em risco. Entre a luta pela vida e o luto pela perda, Izabela transformou sua dor em propósito — hoje, ela acolhe mulheres que acreditam não ter mais forças, mostrando que é possível renascer mesmo depois de viver o inimaginável.
Minha trajetória começou no momento mais doloroso da minha vida. Durante a gestação das minhas filhas gêmeas, Maria Liz e Maria Isis, vivi uma batalha intensa pela vida delas e pela minha. Foram cinco cirurgias no útero tentando salvá-las, além de oito entubações e cinco choques anafiláticos — eu estive entre a vida e a morte diversas vezes.
Depois de tudo isso, enfrentei o luto pela perda das minhas filhas. Mesmo em meio à dor, eu estive presente em cada despedida, inclusive no enterro delas. Foi um dos momentos mais difíceis que uma mãe pode viver.
Sou mãe do Isaac, de 5 anos, e da Liah, de 3 anos, e foi por eles também que encontrei forças para continuar. Com o apoio do meu marido, Rafael, eu consegui me levantar aos poucos.
Foi nesse lugar de dor profunda que nasceu a Fênix Inabalável. Eu entendi que, se eu sobrevivi, precisava existir um propósito maior. Transformei a minha dor em voz.
O momento mais difícil foi viver tudo isso ao mesmo tempo: lutar pela vida das minhas filhas, lutar pela minha própria vida e depois lidar com o vazio da perda.
A dor emocional se misturava com a dor física. Existiram dias em que eu não tinha forças nem para levantar da cama. Mas foi exatamente nesse lugar que eu descobri uma força que eu não sabia que existia. Eu não saí ilesa — mas saí transformada.
Depois de tudo o que vivi, eu aprendi que equilíbrio não é sobre dar conta de tudo, mas sobre respeitar os próprios limites.
Minha vida pessoal e meu propósito caminham juntos. Eu sou mãe, esposa e uma mulher em constante reconstrução. Eu me cuido porque sei que só consigo ajudar outras mulheres se eu também estiver de pé.
Meu maior sonho é que mulheres que estão vivendo dores profundas — como o luto, doenças ou crises emocionais — encontrem na Fênix Inabalável um lugar de acolhimento.
Quero que elas saibam que não estão sozinhas, mesmo nos momentos mais escuros.
Minha maior conquista foi sobreviver — física e emocionalmente.
E continuar sendo mãe, continuar existindo, continuar acreditando mesmo depois de tudo… isso é algo que, para mim, não tem preço.
Livro: A Bíblia, porque foi onde encontrei força quando tudo dentro de mim estava quebrado.
Filme: À Procura da Felicidade, pela mensagem de resiliência.
Mulher que admiro: Mulheres que enfrentam o luto, especialmente mães que perdem filhos e ainda assim encontram forças para continuar vivendo.
Frase final para a matéria:
“Enterrei duas filhas, mas não enterrei a minha fé — foi dela que nasceu a mulher que eu sou hoje.”
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